Atividades lúdicas: Estratégias facilitadoras da autorregulação somática

por Vanessa Tavares*

saraiva-fernanda_morais-brincadeirasEste artigo será elaborado como uma ferramenta facilitadora por meio de técnicas de sensibilização somática. Sabendo que tanto no meio escolar, desorganização familiar, mudanças, fracassos, perdas, tudo pode atrapalhar o processo de ensino-aprendizagem, interação com o grupo e família.

Em geral, os pais ou adultos podem não notar, ou não ter conhecimento necessário para identificar certo comportamento como sinal de estresse ou trauma. A menos que a criança faça algo considerado “anormal”, em casa, na escola, como por exemplo, não brincar ou não falar com outras crianças, ou estar hiperativo. Os pais podem assumir que seu filho está bem, mas após um evento estressante, com muita freqüência as crianças mudam o modo como se comportam e começam a apresentar sintomas somáticos não saudáveis e podem desenvolver comportamentos irregulares como agressividade, apatia e tornam-se chorosos, cansados, entediados, pegajosos, reclama de dores e apresentam distúrbios de atenção, dificuldade de interagir com os colegas e etc.

Em algumas crianças esses sintomas podem se resolver naturalmente, sem se tornarem problemáticos. Em outras, podem desencadear um comportamento disfuncional.

O primeiro passo é compreender como avaliar e utilizar a linguagem da sensação para que através da habilidade inata da criança possa desenvolver a resiliência e a cura.

Através da brincadeira, as crianças tomam sentido do mundo ao redor delas e praticam para as situações da vida real, elas podem completar ações que foram incapazes de alcançar na vida real e podem lutar em situações que não puderam. Brincado a criança pode se defender.

Brincar é um caminho natural para as crianças aprenderem a se autorregular, cria um espaço de encontro para a interação social com outras crianças e com adultos.

Logo é de grande valia que pais, professores, familiares possamos ajudar as crianças a conquistar o equilíbrio de uma forma divertida prazerosa e não ameaçadora, como criar atividades em grupos que promovam a autorregulação e a integração das crianças. Sendo assim necessário entrar em sintonia e manter a presença, mostrar que estamos conectados com o que ela está dizendo.

As vezes as crianças hiperativas estão pedindo ajuda para conseguir desacelerar, enquanto a criança apática está internamente gritando para participar.

Conclui-se que precisamos aprender a ler os sinais escondidos na comunicação não-verbal. As brincadeiras estimulam senso de prontidão, para que a criança seja capaz de lidar com situações de expectativa e curiosidade na vida real.

  *Vanessa Tavares é professora do Fundamental, 40 e 5o anos, da Escola Dom Cipriano Chagas. Ela está sempre buscando  conhecer  melhor seus alunos através de brincadeiras e principalmente, de ouvir e observar.
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